No topo digladiam-se. Entretêm-se os comandantes em jogos de
poder, combatem-se em jogadas palacianas. E nós que assistimos a partir da
base, território que nos pertence. Esquecem-se os chefes que comandam o povo,
lembra-se o povo que tem nas mãos o poder, aquele que preenche os jogos. E as
mesas começam a virar: manifestos aqui, encontros acolá... Os que comandam
estão entretidos em birras sem nexo e decisões sem fundamento, cá em baixo, o
resto das gentes está a acordar, está a mexer. Subitamente compreende-se que o
livro é o do escritor e depois do leitor, que o livro só existe nesta
interação, que escrever ainda é uma arte... E começamos a sair para a rua.
Tempos perigosos estes que vivemos…
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